O atacante Gonzalo Plata embarcou neste sábado (29) para a Rússia após a conclusão de sua venda do Flamengo ao Dinamo de Moscou. A operação foi fechada em 12 milhões de euros (cerca de R$ 72 milhões), divididos entre um pagamento à vista e bônus por metas.
O acordo prevê o pagamento de 10 milhões de euros de forma imediata e outros 2 milhões em bônus. A decisão da diretoria rubro-negra levou em conta o valor financeiro, a vontade do atleta de deixar o clube e a análise técnica de que a reposição do jogador seria benéfica para o grupo.
Fatores disciplinares influenciaram a negociação. O técnico Leonardo Jardim lidou com episódios de indisciplina do equatoriano, que era descrito internamente como uma “bomba-relógio”. A venda foi vista como a oportunidade concreta de evitar prejuízo financeiro futuro com o atleta.
O desejo de saída partiu do próprio jogador. Nas últimas semanas, o staff de Plata buscou um aumento salarial, mas não obteve sucesso nas conversas com a gestão do clube.
Em publicação no Instagram, o atacante agradeceu à torcida e aos companheiros. Ele afirmou ter sentido carinho desde o primeiro dia e declarou que leva lembranças permanentes de cada título e jogo defendendo a camisa do clube.
A apuração indica que a diretoria também quis evitar que a narrativa sobre o atleta mudasse. Enquanto estava no elenco, Plata era alvo de críticas frequentes e pedidos de saída, cenário que se inverteu após a confirmação da transferência.


