Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, defendeu uma anistia “ampla, geral e irrestrita” para condenados e investigados pelos atos golpistas de oito de janeiro de dois mil e vinte e três. A declaração ocorreu no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, durante o lançamento da candidatura de Douglas Ruas.
O político afirmou que necessitará do apoio de Carlos Jordy e Carlos Portinho, candidatos do PL ao Senado, para aprovar a medida e para libertar Jair Bolsonaro, seu pai, que cumpre prisão domiciliar.
O discurso também apresentou propostas de endurecimento na política de segurança pública. Bolsonaro declarou que, se eleito, pretende classificar o Primeiro Comando da Capital, o Comando Vermelho e as milícias como grupos terroristas. Ele citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao fazer a declaração.
Em outro momento, o candidato afirmou que criminosos seriam “tirados de circulação em pé ou deitado”. Flávio Bolsonaro prometeu também a castração química para estupradores e abusadores, medida que organizações como a Rede Justiça Criminal consideram inócua.
Sobre a legislação penal, ele propôs reduzir a maioridade penal para catorze anos em casos de estupro. O candidato associou o aumento da violência ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atacou o presidente e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

