Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, e Eduardo Cunha (Republicanos-MG), candidato a deputado federal, publicaram um vídeo de apoio político nesta quarta-feira (26). A gravação, divulgada nas redes sociais, é direcionada aos eleitores de Minas Gerais, estado onde o ex-presidente da Câmara tenta retornar ao Congresso Nacional.
No vídeo, Flávio Bolsonaro afirmou que Eduardo Cunha teve um papel importante na história do Brasil ao liderar o processo que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016. O candidato à Presidência descreveu a gestão anterior como a pior da história do país e pediu apoio dos mineiros à candidatura do “colega”.
Eduardo Cunha declarou que apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro no Brasil e em Minas Gerais. A manifestação rompe a posição de neutralidade adotada pelo Republicanos. Cunha, que construiu a carreira política como deputado pelo Rio de Janeiro, agora concorre a uma vaga na Câmara pelos mineiros.
O ex-presidente da Câmara é alvo de uma ação de impugnação do Ministério Público Eleitoral. O órgão argumenta que ele permanece inelegível devido a uma condenação por improbidade administrativa e solicita que a Justiça Eleitoral rejeite seu registro de candidatura. O pedido aguarda julgamento.
Cunha teve o mandato cassado em 2016 após ser acusado de mentir sobre contas na Suíça e recebimento de propina de US$ 1,5 milhão ligada a um contrato da Petrobras em Benin. Ele foi condenado a 14 anos e seis meses de reclusão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, deixando a prisão em 2021.
Os dois políticos já haviam aparecido juntos em outras ocasiões este ano. Em junho, Flávio concedeu entrevista à rádio 89 Maravilha, de propriedade de Cunha, em Minas Gerais. Na ocasião, o candidato à Presidência defendeu a redução de ministérios, novas privatizações, corte de impostos e a continuidade do legado político do pai, Jair Bolsonaro.
No Dia dos Pais, Flávio e Cunha participaram de um culto em São Paulo ao lado da deputada federal Dani Cunha. Durante o evento, Flávio mencionou que não pôde visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de prisão domiciliar desde março.

