O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), manifestaram apoio ao candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, nesta segunda-feira (31). A reação ocorre após o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), restringir temporariamente as atividades de campanha do presidenciável.
A determinação judicial impede Renan de participar de debates em rádio, televisão e outros meios de comunicação. A decisão também suspende o acesso da chapa majoritária aos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e proíbe a propaganda eleitoral em perfis eletrônicos que não foram informados à Justiça Eleitoral no prazo legal.
Flávio Bolsonaro afirmou que espera o restabelecimento da candidatura de Renan. O senador associou a medida ao bloqueio das redes sociais do ex-presidente Jair Bolsonaro, que ocorre há mais de um ano, e declarou que a censura não pode ser banalizada no Brasil.
Romeu Zema classificou a medida de Toffoli como “um absurdo”. Embora tenha dito que discorda de Renan em diversos pontos, o candidato do Novo afirmou que não ficaria calado por ser um concorrente.
Zema ampliou as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que decisões como a do ministro colocam em risco a democracia. Segundo o ex-governador, a instituição está desgastada por inquéritos e decisões que mancham o Brasil no exterior.

