A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) busca organizar uma rede de parlamentares para aumentar sua presença nas redes sociais. O movimento ocorre em resposta a ofensivas de nomes ligados ao presidente Lula (PT), buscando reduzir a dependência do senador em confrontos digitais.
A iniciativa surge após a família Bolsonaro expor diferenças de alcance digital. Michelle Bolsonaro alcançou 12,7 milhões de visualizações em vídeos, enquanto o senador obteve 1,6 milhão. Esse resultado reforçou a percepção de dificuldade do candidato em converter capital digital em audiência própria.
O Instituto Democracia em Xeque apontou que a extrema direita respondeu por cinquenta e dois a sessenta e um por cento das publicações monitoradas entre quatro e dez de agosto. Quase um terço desse conteúdo se concentrou em ataques a Lula, enquanto outros dezoito por cento foram dedicados à escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice.
Letícia Capone, diretora de Pesquisa do instituto, explicou que a dificuldade do senador também envolve conflitos internos na construção de seu projeto presidencial. Ela citou o descolamento com Michelle e questões no PL como exemplos de fissuras que dificultam o apoio nas redes.
Nomes como Nikolas Ferreira (MG), Gustavo Gayer (GO) e André Fernandes (PL-CE) estão entre os escalados para aumentar a presença digital. Guilherme Derrite deve atuar em segurança pública, e Daniella Marques em pautas femininas. A campanha avalia que o adversário conseguiu organizar melhor seus personagens para o embate digital.

