O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em sabatina realizada nesta sexta-feira (28), que pretende nomear o médico Claudio Lottenberg para o Ministério da Saúde caso seja eleito em outubro. O oftalmologista possui trajetória na gestão pública e liderança em instituições de saúde e representação judaica.
Lottenberg foi secretário municipal de Saúde de São Paulo em 2005, durante o governo de José Serra. Atualmente, preside o conselho do Einstein Hospital Israelita e a Confederação Israelita do Brasil (Conib), além de atuar como apresentador na Jovem Pan News. Ele é mestre e doutor em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O médico já foi cogitado para a pasta da Saúde em abril de 2020, no governo de Jair Bolsonaro. Na época, a indicação foi barrada por sua ligação com o ex-governador João Doria e sua filiação ao partido Democratas, atual União Brasil. Apesar disso, Lottenberg manteve interlocução com o ex-presidente, participando de um jantar em 2021.
No entanto, o médico divergiu publicamente da gestão federal durante a crise sanitária da Covid-19. Lottenberg defendeu o uso de máscaras, o isolamento social e a vacinação, medidas que eram alvo de críticas de Jair Bolsonaro. Em março de 2021, afirmou que o governo federal não criou um “clima inspiracional” e criticou a falta de uma ação coordenada contra a doença.
Na mesma ocasião, o médico comparou a gestão brasileira com a de Israel, citando o exemplo do primeiro-ministro israelense ao se vacinar publicamente para incentivar a população. Lottenberg declarou que não viu grandes líderes de outros países aparecerem publicamente sem máscara, contrastando com a conduta do então presidente brasileiro.
Em 2024, o médico participou de um encontro no Clube Hebraica com nomes da direita, incluindo o governador Tarcísio de Freitas e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Durante o evento, Lottenberg afirmou que o futuro presidente do Brasil estava presente na sala.

