O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta-feira (28), que não recebeu recursos pessoais de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Segundo o candidato à Presidência, a relação com o banqueiro limitou-se à captação de patrocínio privado para o filme Dark Horse, obra que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro.
Durante sabatina concedida à imprensa, Flávio Bolsonaro declarou que não houve irregularidade na busca por patrocinadores para a produção privada. O senador afirmou que sua condição de parlamentar não resultou em contrapartidas ao investidor e que o dinheiro foi destinado à obra, e não a ele.
Questionado sobre mensagens trocadas com Vorcaro, nas quais disse que estaria “sempre” com o empresário, o senador explicou que a frase referia-se exclusivamente ao projeto cinematográfico. Ele justificou o envolvimento no projeto por acreditar que o pai merece uma “obra-prima” sobre sua vida.
A sabatina também abordou a falta de divulgação de documentos do financiamento, como notas fiscais e comprovantes bancários. Flávio informou ter solicitado a prestação de contas à produtora do filme, que teria ocorrido dentro de um prazo de 30 dias.
O senador mencionou que a perícia em investigação da Polícia Civil de São Paulo demonstrou a ausência de recursos públicos na produção e que os gastos totais do filme superaram o valor patrocinado pelo dono do banco.
Sobre a visita feita à residência de Vorcaro após a prisão do banqueiro, Flávio Bolsonaro reiterou que o encontro tratava do filme. Ele disse que, por integrar a oposição, não teria condições de oferecer favorecimentos ao empresário junto ao governo federal.
Ao final, o candidato pediu a investigação de possíveis contatos de Vorcaro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e outros membros da base governista. Flávio afirmou ter assinado o pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) sobre o Banco Master.

