O candidato à Presidência pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, afirmou neste domingo (30), em São Paulo, que o combate às facções criminosas no Brasil depende de coragem política. Após reunião com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, o senador anunciou a intenção de incorporar medidas do governo de Nayib Bukele ao seu plano de governo.
Entre as propostas, Flávio Bolsonaro defende a criação de um Ministério da Segurança Pública, separado da pasta da Justiça, para coordenar a gestão junto a forças estaduais e polícias municipais. O senador explicou que pretende oferecer suporte financeiro e troca de inteligência entre as esferas de poder.
O programa de governo prevê a abertura de 500 mil novas vagas no sistema prisional e a construção de cinco presídios federais de segurança máxima. O candidato defendeu a ampliação das penas e a permanência prolongada de condenados na prisão, citando que a legislação atual é insuficiente.
Flávio Bolsonaro propõe que crimes como roubo de celular tenham pena mínima de oito anos de reclusão. O plano inclui a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações narcoterroristas, com foco no combate ao financiamento dessas facções e na retomada de territórios dominados.
O senador, que visitou o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot) em El Salvador no ano de 2025, também defende a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O projeto prevê regras mais rígidas para adolescentes a partir de 14 anos envolvidos em crimes graves.
Outras medidas citadas incluem a instalação de mais de 1 milhão de câmeras de monitoramento, o uso de reconhecimento facial e a implementação de um sistema nacional de fronteiras. A reunião em São Paulo contou com a presença de Alfredo Gaspar, Sergio Moro, Guilherme Derrite e André do Prado.

