O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou uma imagem de reportagem sobre mortes na Terra Yanomami e perguntou se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser chamado de genocida. A matéria, publicada na semana passada, aponta 1.121 óbitos indígenas no território entre 2023 e 2025.
A publicação do senador fez alusão ao uso do termo genocida contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em críticas à gestão federal durante a crise sanitária. A reportagem citada, baseada em dados do Ministério da Saúde, indica que o número de mortes supera os 951 óbitos registrados em período similar da gestão Bolsonaro.
O governo federal contestou a comparação apresentada. Em nota enviada a veículos de comunicação, o Executivo considerou “grave a divulgação de análises inverídicas” baseadas em dados sem contexto. A gestão afirmou que, entre 2019 e 2022, houve deterioração na assistência à saúde e subnotificação de óbitos.
Em contrapartida, o governo informou que o número de mortes caiu 29,5% no primeiro semestre de 2023 em comparação ao mesmo período de 2026, segundo dados oficiais. Além disso, o Ministério da Saúde havia divulgado em novembro de 2025 queda de 27,6% na mortalidade na Terra Yanomami desde janeiro de 2023, data em que foi declarada emergência.


