A candidatura de Flávio Bolsonaro ao cargo de presidente foi registrada na quinta-feira. O registro ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a exclusão do vínculo do senador com o Missão e restabelecer sua filiação ao PL. A campanha busca minimizar o episódio de filiação irregular.
O comando da campanha de Bolsonaro avalia que o problema foi resolvido com a decisão do TSE. A discussão sobre a autoria da fraude, contudo, deve permanecer na esfera da investigação. Integrantes da campanha tratam o ocorrido como um transtorno momentâneo, sem impacto na candidatura.
O registro da chapa aconteceu por volta das 19h, após a determinação do presidente do TSE, Nunes Marques. Ele considerou haver indícios de que o senador não manifestou vontade de mudar de partido, já que ele havia sido escolhido pelo PL para concorrer à Presidência. Nunes Marques ordenou a preservação de logs e a abertura de inquérito pela Polícia Federal.
A irregularidade foi descoberta quando a equipe de Bolsonaro tentou o registro e constatou sua presença no sistema eleitoral como membro do Missão. O partido Missão alegou ter identificado uma tentativa de filiação desde dois de agosto e afirmou que enviou avisos por e-mail ao gabinete do senador.
A postura da campanha mudou em relação ao início do caso. Após a descoberta, Bolsonaro havia feito vídeos acusando o “sistema” de jogar sujo. Atualmente, o coordenador da campanha, Rogério Marinho, disse que a definição de quem realizou a alteração ficará a cargo das autoridades judiciais.


