O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que usará a imagem do pai, Jair Bolsonaro, como referência na campanha presidencial. Ele disse que a estratégia será conduzida dentro dos limites da legislação eleitoral. O candidato também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A utilização da imagem do ex-presidente, mesmo sem sua participação física na campanha, foi vista após o PL apresentar um material gerado por inteligência artificial (IA) na convenção que oficializou a candidatura de Flávio. O episódio colocou em debate os limites do uso de IA na propaganda eleitoral, tema que será discutido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Flávio Bolsonaro atribuiu a dificuldade de apoio de partidos do Centrão a pressões de autoridades em Brasília, embora não tenha nomeado indivíduos ou relatado detalhes sobre as orientações. O candidato reconheceu a relevância desses apoios para a estrutura eleitoral, mas apontou as supostas interferências nos dirigentes partidários.
Em outra frente, o senador reiterou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, alegando que o pai estaria sendo alvo de medidas que restringem seu contato com familiares. Flávio Bolsonaro disse que Bolsonaro foi julgado por seus inimigos e que o ministro do STF impede o ex-presidente de se comunicar por carta e restringe visitas de filhos.
Um levantamento da Genial/Quaest mostrou que setenta e três por cento dos eleitores desaprovam o uso de IA em campanhas para as eleições de 2026. A rejeição é maior entre mulheres, com setenta e oito por cento contrárias, comparado a sessenta e nove por cento entre homens.

