A empresa Flock comunicou, nesta quarta-feira, que sua equipe de comunicação fará uma pausa nas respostas a solicitações de veículos de comunicação. A decisão ocorre após investigações apontarem o uso de câmeras de IA da companhia por policiais em casos de perseguição a mulheres.
O CEO da Flock, Garrett Langley, havia emitido um pedido de desculpas público sobre abusos da rede de vigilância. Posteriormente, Langley fez comentários que geraram críticas, sugerindo que as câmeras poderiam ter solucionado um caso de sequestro.
O clima de reação aumentou com o cancelamento de contratos da Flock em diversas cidades. Além dos casos de perseguição, os sistemas foram usados para monitorar pessoas aleatórias, inclusive em áreas residenciais e piscinas. Agentes federais também poderiam acessar a rede para identificar pessoas para deportação.
A resposta da empresa à imprensa foi um e-mail que informou que a equipe estava “tocando grama e tirando um descanso”. A comunicação adicionou que, diferentemente das câmeras, a equipe não funciona vinte e quatro horas por dia.
Manifestações de moradores têm ocorrido em reuniões municipais, e ativistas realizam bloqueios ou danificam os equipamentos. Campanhas nas redes sociais também surgiram pedindo a desativação dos dispositivos de vigilância.


