A Flock, fabricante de sistemas de leitura de placas, implementa novas restrições em seu aparato de vigilância em resposta a críticas de grupos de privacidade. O CEO da companhia afirmou que o foco é a segurança pública, enquanto entusiastas compartilham um acessório 3D para desativar as câmeras.
A empresa anunciou a mudança de prazo de retenção de dados coletados pelos leitores de placas, que passará a ser de sete dias, reduzindo o padrão anterior de trinta dias. Além disso, o sistema de Assistência de Auditoria, que monitora atividades anormais, será obrigatório e contas envolvidas serão suspensas automaticamente.
Segundo a companhia, buscas policiais exigirão códigos de caso específicos para acessar os dados. O CEO, Garrett Langley, declarou em entrevista que a empresa não se configura como “Big Brother” e que as câmeras são projetadas para reduzir crimes e melhorar a segurança.
Organizações de direitos civis apontaram que as câmeras foram usadas para rastrear manifestantes e em casos de perseguição. Em resposta a questionamentos sobre falhas do sistema, Langley pediu desculpas a pessoas que se sentiram lesadas pela tecnologia.
Em paralelo, um inventor criou o “Flock Sock”, um protótipo impresso em três dimensões que cobre o leitor de placas, impedindo seu registro. O acessório é divulgado como forma de proteger o equipamento do sol.


