O fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira registrou um saldo líquido de R$ 33,85 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria. Apesar de um primeiro trimestre forte, marcado por entrada de R$ 53,36 bilhões, o segundo semestre apresentou saídas, mas os dados de julho indicam possível desaceleração.
O desempenho semestral representa o melhor resultado desde o segundo semestre de 2022. A série histórica da consultoria mostra que, desde janeiro de 2022, apenas dois semestres registraram saída líquida de recursos estrangeiros da bolsa. O primeiro trimestre de 2026 atraiu capital devido a múltiplos atrativos das ações e expectativas de redução da Selic, afirmou Einar Rivero, da consultoria Elos Ayta.
O cenário mudou entre abril e junho, quando houve saída líquida de R$ 19,52 bilhões no segundo trimestre, o pior desempenho desde 2024. Analistas apontam que tensões geopolíticas e dúvidas sobre a política fiscal doméstica elevaram a aversão ao risco dos investidores internacionais.
Em julho, os números de negociação da B3 mostram que a saída de capital foi de R$ 419,8 milhões até o dia 8. Este valor é significativamente menor que as retiradas registradas em junho (R$ 7,04 bilhões) e maio (R$ 13,2 bilhões), sugerindo uma possível reversão no fluxo de investidores estrangeiros.

