O primeiro voo de teste do foguete sul-coreano Sebit foi encerrado prematuramente na tarde desta quarta-feira, dia 19, no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. A Força Aérea Brasileira (FAB) ativou o Sistema de Terminação de Voo, interrompendo a ascensão do veículo 35 segundos após a decolagem.
O veículo suborbital, fabricado pela empresa privada Innospace, decolou sem problemas de uma plataforma própria. No entanto, a trajetória apresentou uma anomalia durante a fase de ascensão. Em cumprimento às normas de segurança da instalação militar, a FAB cortou o voo com uma explosão controlada, garantindo que os destroços caíssem em uma zona marítima isolada, sem registro de danos ou feridos.
A companhia asiática confirmou a coleta de dados de telemetria até o momento do corte de segurança. A equipe de engenharia analisará as informações sobre orientação, navegação e controle, buscando isolar a causa do desvio para aplicar correções antes da construção de um novo protótipo. Soojong Kim, fundador e CEO da Innospace, afirmou que os dados servirão como ativo para o avanço dos testes suborbitais.
O Sebit opera com um estágio único e motor híbrido, projetado para levar cargas úteis a altitudes de até 100 quilômetros. Durante o percurso parabólico, o foguete gera uma janela de microgravidade para experimentos científicos. O disparo inaugural visava comprovar a estabilidade operacional do serviço no Brasil.
A operação também marca a estreia comercial da infraestrutura sob mediação da ALADA, Empresa Brasileira de Projetos Aeroespaciais. A Innospace possui um acordo de uso do porto espacial de Alcântara válido por cinco anos, assinado em 2022, e planeja fomentar a cadeia produtiva maranhense.

