Um homem condenado por matar um instrutor de autoescola em Rio Verde, Goiás, em 2011, foi preso no Paraguai após 14 anos de fuga. A captura foi resultado do trabalho conjunto da Polícia Civil e da Polícia Federal, utilizando tecnologia e informações de inteligência.
O condenado, identificado como Vargas Quintiliano da Costa, foi sentenciado a 24 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado pelo crime de homicídio. A motivação inicial do assassinato teria sido uma suspeita do homem sobre um caso extraconjugal envolvendo a esposa e o instrutor, mas essa alegação não foi confirmada na época.
Em 2012, o homem conseguiu fugir da Casa de Prisão Provisória de Rio Verde com outros quatro detentos. A corporação policial passou a buscar o indivíduo, mas a dificuldade aumentou porque ele passou a usar identidades falsas. Segundo o delegado Danilo Fabiano, a investigação avançou ao confrontar digitais de Goiás e do Pará, confirmando que o indivíduo foragido usava um nome diferente no estado nortista.
Após constatar que o foragido não estava mais no Brasil, a Polícia Civil goiana solicitou apoio à Polícia Federal. Os órgãos federais buscaram o indivíduo em países vizinhos, como Bolívia e Paraguai, descobrindo sua cidadania paraguaia. Uma equipe da Polícia Civil foi ao Paraguai e prendeu o homem na última quinta-feira, dia 13.
Além da correspondência de impressões digitais, a ausência do penúltimo dedo do pé direito serviu como fator crucial para a identificação correta. O homem foi recambiado a Goiás na noite de sexta-feira, dia 14, e iniciará o cumprimento da pena pelo homicídio e responderá por uso de documento falso.

