A Força Aérea dos Estados Unidos solicitou propostas industriais para desenvolver drones-alvo que repliquem ameaças aéreas diversas. O pedido abrange desde plataformas de pequeno porte, usadas como brinquedos, até simuladores de caças furtivos avançados.
A requisição detalha a necessidade de uma série de plataformas que cubram todas as categorias de ameaças aéreas. Para simular caças supersônicos, os drones devem atingir velocidades acima de Mach 1,6, em altitude de cerca de 40 mil pés, com manobras de alta G. Além disso, é exigido que os sistemas apresentem assinaturas de radar e emissões infravermelhas e de radiofrequência controladas.
Para aeronaves do porte de um C-130, os engenheiros focam na correspondência de escala física e no comportamento de voo subsônico. A Força Aérea também enfatiza a necessidade de sistemas baratos e simples, que possam ser considerados descartáveis em testes. Por isso, convida propostas comerciais e de uso duplo, fugindo apenas dos contratados tradicionais.
A decisão por priorizar o baixo custo vem de experiências recentes. O uso de drones MQ-9 Reaper em conflitos resultou em perdas de aproximadamente 45 unidades, o que representa cerca de 25% da frota e custou mais de 1,3 bilhão de dólares. Essa realidade militar reforça a busca por alternativas mais econômicas.

