Um levantamento do IBEVAR e da FIA Business School concluiu que o colapso do Banco Master teve impacto maior na imagem do Brasil no exterior do que a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
O estudo cruzou sete mil, duzentas e dezesseis reportagens publicadas em oitenta e nove países e quatrocentos e sessenta e cinco veículos. Os dois episódios tiveram volume de cobertura similar, mas produziram efeitos distintos sobre a leitura internacional do país.
Enquanto a designação das facções foi vista majoritariamente como pressão eleitoral de Washington, o escândalo do Master gerou crítica direta às instituições brasileiras. Na semana em que as revelações sobre o banco ganharam destaque, a Bolsa de Valores de São Paulo caiu 3,71% e o dólar ultrapassou os R$ 5,00.
O levantamento associa a movimentação do mercado à demora do Banco Central em agir e à menção do Supremo Tribunal Federal nas reportagens sobre o caso. O IBEVAR descreve o risco-Brasil pós-2025 em três frentes, incluindo o risco institucional e financeiro agravado pelo caso Master.
Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, afirmou que o custo do escândalo não está na manchete sobre o crime, mas na confiança. Ele declarou que a imagem do Brasil depende do tom com que o mundo julga cada choque.


