Antônio de Sant’Ana Galvão, religioso franciscano, foi oficialmente canonizado pela Igreja Católica em 11 de maio de 2007. Nascido em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, em 1739, o frade é reconhecido como o primeiro santo brasileiro a alcançar esse título.
A trajetória do religioso ocorreu em um período de forte influência da Igreja Católica no Brasil colonial. Após receber formação em Cachoeira, na Bahia, Antônio escolheu a vida franciscana. Em 1762, foi ordenado sacerdote e passou a atuar em São Paulo, dedicando-se à oração e ao auxílio dos necessitados.
Em São Paulo, Frei Galvão participou da fundação do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje conhecido como Mosteiro da Luz, obra que se iniciou em 1774. A devoção popular também se manifestou nas chamadas “pílulas de Frei Galvão”, pequenos papéis com orações marianas que eram entregues aos fiéis.
O reconhecimento oficial de sua santidade dependeu de um processo longo. A beatificação ocorreu em 25 de outubro de 1998, após o reconhecimento de um primeiro milagre. A canonização, em 2007, exigiu a comprovação de um segundo milagre, que foi analisado pela Igreja.
O legado do religioso perdura em Guaratinguetá e no Mosteiro da Luz. Sua vida demonstra a inserção da Igreja Católica na assistência social e na organização comunitária durante o período colonial e no início do Império.

