O iShares Securitized Credit Active ETF (SECU) atraiu ativos em ritmo acelerado desde o final de janeiro. O fundo, que paga mensalmente, detém cerca de novecentos ativos, com pouca exposição a títulos do Tesouro ou títulos corporativos de grau de investimento.
A base de ativos do SECU estava próxima de 470 milhões de dólares em março e atingiu pouco menos de 920 milhões de dólares em meados de agosto. Esse crescimento reflete a captação de ativos no fundo, e não valorização da cota. O fundo investe em crédito securitizado, que inclui dívidas hipotecárias residenciais e comerciais não garantidas por agências, além de papéis lastreados em consumo e infraestrutura.
As distribuições mensais provêm dos fluxos de caixa dos mutuários, e não de cupons de governos ou emissores de primeira linha. O mix de garantias explica o apelo e o risco do produto. Embora títulos do Tesouro de dez anos estejam próximos de 5% e o diferencial entre 2 e 10 anos gire em cerca de meio ponto, o crédito estruturado oferece um retorno acima dessa base.
Os CLOs, ou obrigações lastreadas em recebíveis de empréstimos, são uma parte complexa da carteira. Esses títulos permitem que fatias seniores mantenham classificação de grau de investimento, mesmo que os empréstimos subjacentes sejam especulativos. A vulnerabilidade reside na liquidez: esses papéis negociam em mercados de negociadores, e o spread bid-ask se alarga quando há concentração de vendas.
Portanto, o fundo se encaixa como um complemento de geração de rendimento para quem já possui exposição em títulos tradicionais. Contudo, substituí-lo por um fundo de títulos agregados transfere o risco de taxa de juros para risco de crédito e liquidez, riscos que se correlacionam com quedas de ações.


