O fundo Strategy Shares Gold Enhanced Yield ETF, conhecido como GOLY, registrou queda de 20,87% no ano até agosto de 2026. A estratégia, que busca renda mensal ao agregar um overlay de ouro a carteira de títulos, resultou em perdas maiores do que a simples posse de ouro físico, que subiu 0,55% no mesmo período.
O fundo GOLY acompanha o Solactive Gold-Backed Bond Index e utiliza exposição notional de duzentos por cento para somar o retorno do ouro a uma carteira de renda fixa. Em 30 de abril de 2026, a carteira possuía 51,24% em títulos do Tesouro dos EUA e 48,76% em títulos corporativos de grau de investimento, com a exposição ao ouro inserida via swaps. As obrigações totais do fundo somavam 127 milhões de dólares contra ativos líquidos de 125,5 milhões de dólares.
Enquanto o SPDR Gold Shares, que detém ouro físico, teve alta de 27,26% em um ano, o GOLY caiu 3,3% no último ano. A diferença se deve à alavancagem e ao financiamento via swaps. Quando o ouro caiu cerca de 6% no meio do ano, a exposição amplificada do GOLY, somada ao aumento dos custos de financiamento na parte de títulos, provocou uma movimentação maior no valor patrimonial líquido.
Os pagamentos mensais do fundo também diminuíram. O valor caiu de 0,160667 dólares em fevereiro de 2026 para 0,106792 dólares em julho de 2026, representando uma redução de 30,4%. A taxa de despesa de 0,90% incide sobre a exposição bruta, e não sobre o valor líquido que o investidor possui.
Para quem busca o ativo sem os derivativos, o SPDR Gold Shares oferece uma alternativa mais simples, mantendo o ouro físico e cobrando uma fração do custo do GOLY. Um investidor que ainda deseja renda pode combinar o fundo de ouro com um ETF de títulos do Tesouro de curto prazo, como o iShares 0-3 Month Treasury Bond ETF.


