Um fundo de proteção, como o BUFR, oferece aos investidores uma alternativa aos títulos do Tesouro, permitindo participação parcial em ações com um limite de perda definido. Essa estratégia visa mitigar o risco de quedas bruscas sem exigir a saída total do mercado de capitais.
O fundo de títulos do Tesouro, como o BIL, atrai investidores por oferecer um rendimento estável, próximo a 4%, e ausência de quedas. Contudo, ao manter o capital totalmente em títulos, o investidor corre o risco de perder ganhos significativos em períodos de recuperação do mercado. Em um ano, o fundo BIL retornou 3,82%, enquanto o SPDR S&P 500 ETF Trust (SPY) registrou 20,13% no mesmo período.
O fundo de proteção, BUFR, foi desenhado para preencher essa lacuna, oferecendo participação parcial em ações com um limite de proteção de 10% sobre o resultado anual. No último ano, o BUFR retornou 14,45%, e em cinco anos, seu retorno total foi de 59,65%. Essa estrutura permite que o investidor absorva a primeira queda de 10% do índice sem prejuízo total.
A troca envolve custos: a taxa de despesa do BUFR é de 0,95%, consideravelmente superior à dos fundos de títulos. Além disso, o fundo possui um teto de ganho, o que significa que, em alta acentuada, ele não acompanhará o desempenho total do índice. A recomendação é que a rotação seja parcial, visando restaurar a participação acionária com proteção definida.


