Fundos soberanos administram mais de US$ 16 trilhões em ativos globais, um salto desde 2008. O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que a expansão desses veículos de investimento, embora promova o desenvolvimento, cria vulnerabilidades críticas se não houver governança adequada.
A conselheira e diretora do Departamento Jurídico do FMI, Yan Liu, explicou que os fundos passaram a atuar em funções diversas, como infraestrutura e políticas sociais, impulsionados pela fragmentação geopolítica. Liu afirmou que, embora os fundos preservem a riqueza nacional, mandatos vagos podem enfraquecer a responsabilidade e o desempenho dos gestores.
A especialista alertou que a falta de uma âncora fiscal clara em fundos que operam como compradores de títulos pode distorcer orçamentos governamentais e obscurecer dívidas públicas. Além disso, a concentração de riscos em parcerias internacionais pode ser agravada por divergências de objetivos entre os países parceiros.
Para mitigar esses riscos, o FMI sugere a adoção de leis rigorosas e diretrizes internacionais, como os Princípios de Santiago. Liu detalhou que a clareza do mandato, a separação legal entre fundos e a supervisão eficaz são essenciais para garantir a legitimidade e a resiliência desses ativos.


