A Goldman Sachs aponta que o foco do mercado de Inteligência Artificial está se deslocando dos processadores gráficos para as empresas que conectam a IA, como fabricantes de equipamentos ópticos e de fibra. Segundo o analista Sung Cho, o gargalo da computação migra da velocidade dos chips para a capacidade de comunicação entre servidores.
Sung Cho, co-head de investimentos em tecnologia pública na Goldman Sachs Asset Management, explicou que a tendência principal é a mudança do treinamento de IA, que demanda grande poder de processamento, para a inferência de IA. Essa transição exige uma arquitetura diferente, focada em equipamentos ópticos e em uma nova infraestrutura de chips.
A necessidade de mais data centers próximos aos clientes impulsiona a demanda por conexões robustas. Cho afirmou que a velocidade dos processadores não é mais o fator limitante; o desafio reside na comunicação entre chips e servidores. Atualmente, muitas dessas conexões usam cobre, mas a tecnologia óptica irá substituí-las.
A Lumentum validou essa tese em seu relatório do terceiro trimestre fiscal de 2026, registrando receita de $808,4 milhões, um aumento de 90,1% ano a ano. A empresa também reportou que o CEO, Michael Hurlston, confirmou um backlog superior a $400 milhões em comutadores de circuito óptico.
A Coherent, outra empresa citada, registrou receita de $1,81 bilhão no terceiro trimestre fiscal de 2026. O CEO, Jim Anderson, declarou que a empresa planeja dobrar sua produção interna de InP até o final de 2026, visando atender à crescente demanda da IA.


