Duas gêmeas siamesas, de dois anos, morreram na noite de sábado, dia 15 de agosto, após a cirurgia final de separação. O procedimento ocorreu no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, em São Paulo.
O hospital informou que o procedimento durou cerca de 15 horas e contou com a participação de mais de cinquenta profissionais. Esta cirurgia representava a etapa final de um processo que já havia envolvido outros quatro procedimentos cirúrgicos nas meninas.
O planejamento inicial previa cinco cirurgias, realizadas com intervalos de dois a três meses. Em cada fase, os médicos abriam uma janela óssea, correspondente a cerca de um quarto do crânio, para acessar e separar os vasos sanguíneos compartilhados. Após a abertura, a equipe aguardava o tempo necessário para a recuperação cerebral antes de prosseguir.
O tratamento, classificado como de alta complexidade, foi integralmente custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto é referência no tratamento de craniópagos, termo usado para definir gêmeos unidos pela cabeça.
Após o óbito, os corpos das meninas foram levados a São José dos Campos, cidade de residência da família, onde o sepultamento aconteceu no domingo, dia 16 de agosto. A prefeitura local custeou o funeral.


