A produção de suínos passou por transformações genéticas para migrar de um modelo focado no acúmulo de banha para a priorização do rendimento de carne e controle da gordura. A mudança visa atender às exigências da indústria e às preferências dos consumidores, especialmente na produção de bacon.
O processo de melhoramento genético avalia a profundidade do lombo, a espessura do toucinho e o marmoreio, que é a gordura distribuída entre as fibras musculares. No caso do bacon, produzido a partir da barriga suína, o objetivo técnico não é a eliminação da gordura, mas o controle de sua quantidade e composição.
Programas de seleção utilizam indicadores como o índice de iodo para avaliar a composição da gordura e as perdas por gotejamento para medir a capacidade da carne de reter água. Esses fatores influenciam diretamente o rendimento final do produto.
Mariana Piatto Berton, gerente de Genética para a América Latina da Topigs Norsvin, disse que os programas de melhoramento incorporam objetivos de seleção para direcionar a conformação dos animais conforme as tendências de mercado. Segundo a gerente, a análise de índices específicos permite a entrega de alto rendimento.
A seleção genética também foca na conversão alimentar, que é a capacidade do animal de transformar ração em ganho de peso. A eficiência produtiva ocorre quando menor quantidade de alimento é necessária para atingir o peso desejado.
Berton afirmou que a união de genética e eficiência busca produzir com qualidade superior e menor impacto ao meio ambiente. A evolução da suinocultura integra rendimento, composição da gordura e sustentabilidade nas granjas.

