Geólogos localizaram no campo aurífero de Wangu, na província de Hunan, na China, uma jazida de ouro com mais de 300 toneladas. A descoberta, avaliada em mais de R$ 400 bilhões, foi feita em uma área já explorada, mas com estruturas muito maiores que o previsto.
As perfurações realizadas pelo Instituto Geológico de Hunan identificaram mais de 40 veios de ouro encrustados em quartzo, atingindo até 2 mil metros de profundidade. O especialista em prospecção da associação, Chen Rulin, informou que muitos núcleos de rocha perfurados apresentavam ouro visível, indicando um depósito rico.
A produtividade do depósito de Wangu pode ser significativamente maior que a média do mercado. Enquanto a maioria das minas comerciais opera com minério inferior a 10 gramas por tonelada, o novo depósito pode ser 13 vezes mais produtivo. Os pesquisadores também projetam cerca de mil toneladas adicionais em camadas mais profundas, próximas a 3 mil metros.
Se o volume for confirmado, Wangu entraria entre as maiores jazidas documentadas, superando o depósito South Deep, na África do Sul, que é avaliado em cerca de 900 toneladas. Contudo, o World Gold Council explica que depósitos ricos geralmente demoram entre 10 e 20 anos para iniciar a produção.

