Um ginecologista foi condenado a 20 anos de prisão por violar sexualmente pacientes em seu consultório em Maringá, no norte do Paraná. A condenação abrange crimes de violação mediante fraude praticados em, pelo menos, cinco ocasiões, entre 2017 e 2023.
A decisão judicial estabeleceu que o médico usava como justificativa para se aproximar das pacientes exames de escuta do coração e dos pulmões, praticando atos sexuais contra a vontade delas. As investigações apontaram que os procedimentos médicos alegados não seguiam as práticas recomendadas.
Além da pena de reclusão, a sentença determina que o profissional perca o cargo público na Universidade Estadual de Maringá (UEM). A instituição informou que se manifestará após ser notificada pela Justiça, alegando sigilo sobre o caso.
As vítimas, que foram ouvidas durante as investigações, apresentaram relatos coerentes. No entanto, a Justiça não considerou provas suficientes para condenar o médico em dois dos fatos apurados, e outros casos foram extintos pelo tempo decorrido. A pena foi somada, e não aplicada como crime continuado.
O médico deverá pagar indenização no valor de R$ 10 mil a cada uma das cinco vítimas condenadas. Ele foi preso preventivamente em 2024, mas foi solto e poderá recorrer em liberdade.


