A Câmara Municipal de Goiânia aprovou a criação de um Museu e Memorial do Césio-137. A lei, de autoria do vereador Lucas Kitão, visa registrar a história do acidente radioativo ocorrido em 13 de setembro de 1987, em Goiânia.
A votação do Projeto de Lei nº 567/2025 ocorreu na terça-feira (11). A proposta, que será enviada para sanção do prefeito Sandro Mabel, prevê que a Prefeitura defina o local do museu. O espaço deve reunir elementos históricos, homenagear vítimas e profissionais, e servir como ambiente de estudo para visitantes e pesquisadores.
O desastre começou quando dois homens retiraram um aparelho de radioterapia abandonado em instalações do Instituto Goiano de Radioterapia. O equipamento continha uma fonte radioativa de Césio-137. Posteriormente, parte do material foi vendida a um ferro-velho, e o manuseio da cápsula liberou a substância.
A Agência Internacional de Energia Atômica considera o episódio o pior acidente envolvendo fonte radioativa no mundo. Cerca de 250 pessoas foram contaminadas e quatro morreram no primeiro mês após a exposição. A descontaminação exigiu a retirada de materiais e solo contaminados, que foram transportados para Abadia de Goiás.
A aprovação da lei ocorreu em meio a um incêndio no Parque Estadual Telma Ortegal, em Abadia de Goiás, onde estão armazenadas cerca de 6 mil toneladas de rejeitos da descontaminação da capital.


