O manejo de árvores em Goiânia gera discussões entre poder público, moradores e especialistas. O debate foca em critérios técnicos para podas e supressões, diante de alertas meteorológicos de calor e baixa umidade no estado.
A capital goiana recebeu o título de Cidade Arborizada do Mundo em 2023, reconhecimento da ONU que considerou mais de um milhão de áreas verdes. Dados do Censo 2022 do IBGE indicaram que 89,5% das vias públicas da cidade possuem arborização. A Amma afirma que o manejo segue o Plano Diretor de Arborização Urbana de 2024, exigindo vistorias técnicas para autorizar intervenções.
Casos recentes mostraram a aplicação desses critérios. Na Avenida 136, uma substituição foi realizada sob autorização, e o proprietário deve plantar 14 mudas como compensação ambiental. Outro caso envolveu a retirada noturna de duas árvores no Setor Sul, após solicitação da proprietária do imóvel.
Especialistas apontam que a arborização regula a temperatura por meio da evapotranspiração, combatendo ilhas de calor. O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) prevê prolongamento da estiagem e ondas de calor a partir de setembro de 2026, influenciado pelo fenômeno El Niño.
O arquiteto e urbanista Fred Le Blue sugere que o planejamento da cobertura vegetal deve ser articulado com o Plano de Drenagem Urbana. A falta de árvores pode agravar problemas de saúde, como desidratação e insolação, em períodos de calor intenso.


