A capital goiana contabiliza 709 casos confirmados de chikungunya em 2026, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). As notificações da doença subiram 609% até o dia 20, comparado ao mesmo período de 2025.
Em 2025, o registro correspondente somava cento e sessenta e três confirmações e duzentos e sessenta notificações. O crescimento indica que, em pouco mais de sete meses de 2026, os casos confirmados superam quatro vezes o total registrado em todo o ano anterior.
A chikungunya é doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, vetor também da dengue e da zika. A SMS informou que o aumento nas notificações se deve, em parte, ao reforço na identificação de pacientes e à busca ativa das equipes da Superintendência de Vigilância em Saúde.
A prefeitura realiza uma operação de combate às arboviroses desde fevereiro, visando vistoriar dois milhões e quinhentos mil imóveis. Até o momento, foram visitados 1.520.935 imóveis, eliminando 43.057 focos do mosquito.
Flávio Toledo, superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, disse que o enfrentamento exige colaboração entre o poder público e a população. Daniel Graziani, gerente de Controle de Animais Sinantrópicos da SMS, orientou que medidas simples, como manter caixas d’água fechadas, são cruciais mesmo em período de estiagem.

