Goiás registra cerca de 13 crianças diariamente sem o nome do pai na certidão de nascimento, conforme dados do Portal da Transparência do Registro Civil. Entre 2021 e 2026, 29.843 dos 411.888 nascimentos no estado não tiveram a paternidade registrada, representando 7,25% do total.
A situação de ausência de registro paterno é recorrente. No período de 2016 a 2018, 54.171 dos 837.504 bebês nascidos em Goiás foram registrados apenas com o nome da mãe, totalizando 6,47% dos registros. Em 2025, o maior número recente de casos foi registrado, com 5.729 crianças sem a paternidade documentada entre 83.478 nascimentos.
A questão não se restringe ao momento do nascimento. A Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) informou que 36,2% dos reconhecimentos de paternidade no país ocorrem somente após os seis anos de idade. A ausência do nome paterno pode ser corrigida por meio de reconhecimento voluntário ou investigação de paternidade.
Para mitigar o problema, a Defensoria Pública de Goiás (DPE-GO) opera o programa “Meu Pai Tem Nome”. O projeto, coordenado nacionalmente pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), oferece gratuitamente procedimentos de reconhecimento de paternidade ou maternidade, incluindo exames de DNA, mediante mediação presencial ou virtual.
Em Anápolis, a edição do Dia D do programa ocorrerá no próximo sábado, 15, das 8h às 17h, na unidade da Defensoria Pública do município. Na cidade, 1.566 dos 29.938 nascimentos entre 2021 e 2026 tiveram apenas o nome da mãe, o que equivale a cerca de 5% do total.


