O abate de frangos em Goiás cresceu 7,1% entre janeiro e março de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado registrou o maior avanço entre os principais produtores nacionais, com o abate de 135,6 milhões de cabeças no primeiro trimestre.
O volume produzido em Goiás representa 7,9% do total nacional, mantendo a quinta posição no ranking brasileiro. O Paraná lidera a produção com 34,4%, seguido por Santa Catarina (13,7%), Rio Grande do Sul (11,4%) e São Paulo (11,3%). O peso das carcaças também subiu 10,5%, totalizando 309,3 mil toneladas no período.
Entre janeiro e julho de 2026, o estado exportou 181,9 mil toneladas de carne de frango para 95 países, alta de 18,2% em relação ao ano anterior. A receita das vendas externas somou US$ 370,5 milhões, aumento de 23,3%. A China é o principal destino, representando 16,1% do valor exportado, com crescimento de 95,5% nas compras.
O economista Luiz Carlos Ongaratto afirmou que a China já superou, em 2026, o volume total de carne de frango importado de Goiás em todo o ano de 2025. Para o especialista, a combinação entre o mercado externo e o consumo interno oferece maior previsibilidade e dilui riscos para as empresas do setor.
A competitividade goiana é atribuída a condições climáticas favoráveis e à produção local de milho, principal insumo para a alimentação das aves, o que reduz custos. O engenheiro agrônomo Ênio Fernandes explicou que o frango se beneficia por ser uma das proteínas animais mais baratas, especialmente em mercados como Estados Unidos e Europa.
As asas e o peito são os cortes mais exportados, representando 37,3% do valor total. Seguem coxas com sobrecoxas (28,7%), galos e galinhas não cortados congelados (17,9%), pedaços ou miudezas congeladas (13%) e outros cortes (3,1%).


