Goiás acumula mais de 150 registros de terremotos desde 1826, segundo dados da Universidade de Brasília (UnB) e da Rede Sismográfica Brasileira. Os abalos concentram-se nas regiões Norte e Noroeste, áreas que integram a Faixa Sísmica Goiás-Tocantins, caracterizada por fragilidades geológicas que favorecem tremores intraplaca.
O evento de maior magnitude ocorreu em 8 de outubro de 2010, no município de Mara Rosa, atingindo 5,0 na Escala Richter. O tremor foi sentido em diversas cidades goianas e no Distrito Federal. Em 2024, o estado contabilizou 21 ocorrências, número superior aos cinco registros de 2023 e aos seis de 2022.
Segundo o professor Marcelo Peres Rocha, do Observatório Sismológico da UnB, a percepção de aumento no número de eventos deve-se à ampliação da rede de monitoramento e à rapidez na divulgação de dados. O especialista explica que os equipamentos atuais detectam abalos de menor intensidade, enquanto a circulação de informações em redes sociais amplia a percepção pública.
A Defesa Civil de Goiás informou que não houve registros de desastres provocados por terremotos no estado. O órgão mantém planos de contingência e recomenda que, em caso de abalo, a população mantenha a calma, proteja a cabeça, afaste-se de janelas e evite o uso de elevadores.

