O Estado de Goiás suspendeu o uso de fogo em vegetação em todo o seu território entre 1º de julho e 31 de outubro de 2026, por meio do Decreto nº 10.962. A medida visa reduzir incêndios provocados por ação humana durante o período de maior risco para a ocorrência de queimadas.
A decisão do governo estadual proíbe a utilização de fogo para a limpeza de lotes, eliminação de lixo, folhas e restos de poda. A orientação é que esses resíduos recebam a destinação adequada. Órgãos estaduais devem promover ações de conscientização, enquanto as prefeituras foram recomendadas a adotar medidas para impedir as queimas em imóveis urbanos e rurais.
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás informou que a estiagem prolongada, combinada ao calor, ventos e baixa umidade do ar, facilita a propagação rápida das chamas. O risco é que queimadas iniciadas para a limpeza de terrenos saiam do controle e atinjam casas, estabelecimentos e parques.
Em 2025, a corporação atendeu aproximadamente 12 mil ocorrências de incêndio. Desse total, 8 mil foram registradas em áreas urbanas e 4 mil em regiões rurais. Segundo a instituição, a maior parte dos casos está relacionada a ações humanas, sejam elas acidentais ou intencionais, como o manejo inadequado de pastagens.
Além do perigo imediato a imóveis e pessoas, os incêndios causam perda de biodiversidade e deixam o solo exposto à erosão. A fumaça prejudica a qualidade do ar e aumenta a concentração de poluentes, o que pode agravar problemas respiratórios em crianças e idosos.
A recomendação para quem identificar fumaça ou princípio de incêndio é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. A comunicação rápida é apontada como fator decisivo para reduzir o risco de propagação das chamas.

