O Goldman Sachs diminuiu as estimativas de lucro líquido para 2027 em toda a América Latina. O banco reduziu as expectativas para o varejo do Brasil, México e Chile em sete por cento, quatro por cento e três por cento, respectivamente, após um trimestre com consumo fraco.
Os analistas do banco apontam que a pressão sobre o poder de compra das famílias afetou os setores mais cíclicos no Brasil. O varejo alimentar registrou vendas baixas no último trimestre, mas manteve rentabilidade estável. O Assaí, por exemplo, mostrou crescimento fraco de vendas mesmas lojas, reflexo da migração de consumidores para produtos mais baratos.
As varejistas de vestuário foram prejudicadas pelo menor fluxo de clientes durante a Copa do Mundo, período compreendido entre onze de junho e dezenove de julho, exceto a SBFG. A incerteza sobre um consumo mais fraco no segundo semestre preocupa as projeções para Lojas Renner e C&A.
O comércio eletrônico também apresentou desempenho aquém do esperado. O canal online da Magazine Luiza registrou queda de doze por cento ao ano. Em contraste, o Mercado Livre reportou alta de trinta e nove por cento no volume bruto de mercadorias transacionadas.
O setor farmacêutico demonstrou resiliência com as perspectivas para os medicamentos GLP-1. A administração da RD Saúde avalia espaço para ganhos de margem à medida que a concorrência de genéricos aumentar, mesmo com as margens brutas atuais inalteradas.


