A vitória dos Estados Unidos sobre o Canadá nas Olimpíadas de Inverno de 2026 evidenciou uma diferença na qualidade dos goleiros entre os dois países. Greg Wyshynski, jornalista da ESPN, aponta que a profundidade de goleiros canadenses diminuiu, enquanto os americanos mantêm uma produção maior de atletas no NHL.
Wyshynski comparou a carga de trabalho dos goleiros das duas nações. No ano passado, dois goleiros canadenses atuaram mais de três mil minutos na temporada regular do NHL. Ele citou Logan Thompson e Jett Greaves como exemplos.
O cenário americano apresentou um contraste maior. O jornalista perguntou quantos atletas americanos ultrapassaram a marca de três mil minutos, mencionando seis nomes: Hellebuyck, Spencer Knight, Jeremy Swayman, Jake Oettinger, John Gibson e Dustin Wolf.
Essa profundidade foi crucial nas Olimpíadas de Inverno de 2026. Connor Hellebuyck fez quarenta e uma defesas quando os Estados Unidos venceram o Canadá por dois a um em prorrogação. Embora o Canadá tenha disparado os americanos em quarenta e dois a vinte e oito, Hellebuyck manteve o placar equilibrado antes de Jack Hughes marcar o gol da vitória.
O especialista argumenta que o problema canadense não é a falta de qualidade, mas sim a ausência de jovens goleiros que já acumulem grande volume de jogos no NHL. Hellebuyck, em particular, obteve um percentual de defesa de 95,6% no torneio e foi eleito o melhor goleiro.

