O governador do Maranhão, Carlos Brandão, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão de inquérito investigado pelo ministro Flávio Dino. A apuração envolve suspeitas de cobranças de propina ligadas a um homicídio ocorrido em São Luís, em 2022.
O inquérito, relatado por Dino, resultou no afastamento de Daniel Brandão, presidente do Tribunal de Contas do Estado, que é sobrinho do governador. Ambos são alvos de apurações da Polícia Federal. A defesa de Daniel Brandão pediu que o STF suspenda o inquérito e encaminhe o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) ou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Outro alvo das investigações, Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública e atualmente em prisão domiciliar por ordem do ministro Dino, pediu que o STF impeça Dino de analisar o caso maranhense. Cutrim alega que o ministro teria interesse na apuração, citando outro inquérito relatado por Alexandre de Moraes.
O assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, que deu origem ao caso, ocorreu em 2022. A Justiça maranhense considerou um indivíduo, Gilbson Cutrim, executor do crime e o condenou a treze anos de prisão. O caso, que tramitava no STJ, apurava a ligação do homicídio com supostas cobranças de propina por Daniel Brandão.
Carlos Brandão é investigado como suposto líder de organização criminosa. Ele e Weverton Rocha negam irregularidades. Daniel Brandão, afastado, afirmou em nota que recebe a notícia com “profunda perplexidade” e reafirmou sua inocência, colocando-se à disposição das autoridades.


