O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, exonerou a cúpula do Instituto Rio Metrópole (IRM) em 20 de julho. A ação ocorre onze dias após a Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que investiga um suposto esquema de corrupção na autarquia estadual.
Foram afastados dos cargos o presidente do instituto, o diretor de Planejamento e Projetos, o diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado e a gestora de contratos do IRM. Todos os afastados estão entre os alvos da operação e foram presos durante a ação policial.
O MPRJ denunciou onze pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, relacionados a um contrato de R$ 86 milhões. A denúncia aponta que empresas contratadas pelo IRM teriam criado subcontratos fictícios para desviar recursos públicos.
A investigação aponta que a ex-fiscal do IRM, Caroline Soares Barros, teria retirado em espécie parte do dinheiro. Segundo o Ministério Público, ela realizou 13 saques que somaram pouco mais de R$ 3 milhões. Em uma ocasião, ela foi presa ao tentar sacar R$ 500 mil em uma agência bancária de Teresópolis.


