Rubén Rocha Moya, governador de Sinaloa, México, solicitou uma licença temporária em caráter indeterminado, afastando-se do cargo após anunciar o retorno. O político é procurado por um tribunal americano por supostos vínculos com um cartel de narcotráfico.
O governador havia anunciado na véspera que reassumiria o governo estadual, posição que ele deixara para ser investigado pelo Ministério Público mexicano. A presidente Claudia Sheinbaum criticou a decisão, classificando-a como um ato de “arrogância” e colocando “interesse pessoal” acima dos interesses do México.
Apesar da menção pública, o governo, líderes parlamentares e o partido Morena, ao qual ambos pertencem, se distanciaram da decisão de Rocha Moya. Analistas apontam esse distanciamento como um sinal de possíveis atritos internos, dada a proximidade do governador com o ex-presidente Andrés Manuel López Obrador.
O cientista político José Antonio Crespo afirmou que Rocha Moya precisou do apoio do ex-presidente, o que colocaria Sheinbaum sob pressão, tanto de seu antecessor quanto das reivindicações americanas. Rocha Moya e nove políticos governistas estão sendo procurados pela justiça dos EUA.


