Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad defenderam a proibição das apostas online no Brasil. O governador de São Paulo afirmou que ou o país elimina o problema, ou as apostas o farão. O ex-ministro da Fazenda sugeriu debater seriamente a vedação do setor.
Tarcísio de Freitas, durante evento do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do estado de São Paulo (SindHosp), disse que 20% a 25% da renda brasileira está comprometida com as apostas. Ele mencionou que empresas já investem em terapia para funcionários devido à perda de produtividade. O governador afirmou: “Ou o Brasil acaba com a bet, ou a bet acaba com o Brasil”.
O plano de governo de Tarcísio inclui um tópico sobre saúde mental, prometendo iniciativas para pacientes com dependência química e de jogos. Haddad, por sua vez, criticou a liberação dos jogos durante o governo Michel Temer e a falta de regulamentação na época do governo Jair Bolsonaro.
O ex-ministro da Fazenda declarou que deve haver uma discussão séria sobre proibir o negócio. Ele apontou que os jogos eletrônicos possuem um algoritmo de vício e que a questão não pode ser resolvida apenas em âmbito estadual, pois a permissão é federal.
Haddad justificou que a regulamentação anterior visava criar regras e cobrar impostos, alegando que o Ministério da Fazenda deve tributar a atividade legalizada. Ele acrescentou que crianças e beneficiários de programas sociais foram afetados pelas apostas.


