CFOs passaram a focar na governança e no retorno mensurável de projetos de Inteligência Artificial, segundo o CFO Survey Q2 2026, da Grant Thornton. A pesquisa, realizada com 232 líderes financeiros, indica que a discussão migrou de decidir sobre o investimento em IA para garantir que os projetos gerem resultados concretos.
A consultoria aponta que muitas empresas ainda não possuem mecanismos claros para avaliar o retorno financeiro das iniciativas de IA. Marco Aurélio Neves, sócio-líder da Grant Thornton, disse que a questão atual é “como garantir que esses investimentos produzam resultados mensuráveis”. Para o executivo, a governança e os indicadores de acompanhamento se tornaram tão importantes quanto a própria tecnologia.
A área financeira ganhou protagonismo na definição da estratégia empresarial. Segundo Neves, o CFO deixou de responder apenas pelo controle financeiro e passou a participar diretamente de decisões sobre inovação e geração de valor. O levantamento também mostrou que 60% dos entrevistados consideram tecnologia e IA o principal fator de valor em operações de fusões e aquisições.
O cenário econômico dos Estados Unidos apresentou deterioração, segundo a Grant Thornton. O pessimismo cresceu com a alta do petróleo, ligada ao conflito no Irã e ao fechamento do estreito de Ormuz. Dana Lance, líder de soluções tributárias da Grant Thornton, comentou que a incerteza sobre tarifas e o fornecimento de petróleo geraram parte do pessimismo econômico.

