O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento do percentual obrigatório de etanol anidro na gasolina, elevando a mistura de 30% (E30) para 32% (E32). A decisão, tomada em reunião do colegiado presidida pelo ministro Alexandre Silveira, entra em vigor por 180 dias e pode ser prorrogada uma vez.
A medida, que já era defendida pelo governo, visa reduzir a dependência de gasolina importada e aproximar o país da autossuficiência no abastecimento, segundo o Planalto. O governo argumenta que a ampliação da participação dos biocombustíveis gera impacto ambiental positivo, ao aumentar o uso de um combustível renovável e diminuir as emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes.
Estimativas governamentais indicam que o avanço para o E32 diminuirá em 450 milhões de litros a necessidade de importação de gasolina. A alteração está prevista na Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro de 2024, que prevê a ampliação gradual da mistura, desde que haja viabilidade técnica comprovada.
Além da gasolina, o governo também anunciou, em 13 de julho de 2026, o início dos testes para misturas de biodiesel no diesel, variando de 16% (B16) a 25% (B25). Integrantes do Congresso e do setor sucroenergético pressionaram pela adoção imediata do E32, citando a necessidade de reduzir a dependência de combustíveis em períodos de instabilidade internacional.


