O governo argentino, liderado por Javier Milei, descartou a apresentação de um pedido oficial de desculpas ao Brasil pelas declarações feitas pelo presidente durante um ato do PL. A decisão ocorre após Milei chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ladrão” e se referir ao ministro Alexandre de Moraes como “lixo careca”.
Fontes da Casa Rosada informaram que não haverá gesto formal para conter a crise diplomática aberta. Um integrante do governo declarou ao veículo de comunicação que o silêncio pode ser uma estratégia para evitar o agravamento da tensão. “Talvez não dizer mais nada seja uma forma de desescalar a situação”, afirmou outro membro da Casa Rosada.
A resposta brasileira foi marcada pela convocação do embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, pelo Itamaraty. Na prática diplomática, tal convocação sinaliza forte insatisfação com a conduta do governo vizinho. As falas de Milei também geraram críticas internas, com o presidente do STF, Edson Fachin, repudiando os ataques à Corte.
Apesar da avaliação interna de que a crise poderia ser amenizada, Milei continuou com acusações contra o Brasil. Em entrevista, o presidente argentino afirmou que o governo brasileiro teria financiado uma campanha internacional contra sua gestão, alegando que “Vinte e cinco por cento dos recursos saíram do governo do Brasil”.

