Integrantes do governo brasileiro entendem que a aplicação de reciprocidade contra produtos americanos, motivada por tarifas impostas pelos Estados Unidos, deve ocorrer após o fim do processo eleitoral. O segundo turno das eleições está marcado para o dia 25 de outubro.
O processo, iniciado com a notificação aos EUA na quinta-feira, deve levar entre sessenta e noventa dias para ser concluído, segundo auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A análise considera as tarifas de 25% e 12,5% que foram impostas em julho pelo governo americano.
A gestão atual projeta que o caminho mais provável não seja taxar exportações dos EUA para o Brasil. Em vez disso, o governo pode buscar alternativas previstas na Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso, como suspender obrigações de propriedade intelectual de produtos americanos, bloqueando remessas de royalties.
A administração entende que impor tarifas só seria cabível se houvesse produtos similares produzidos por outros países. Colocar a Lei de Reciprocidade em discussão, avalia o Planalto, é fundamental para evitar novas ações contra o país.
Os membros do governo também acreditam que os americanos só retomarão negociações sobre as tarifas após a eleição. Preveem que, em caso de vitória de Lula, a gestão americana precisará negociar, visto que terá que conviver com o petista até o final do mandato americano em dois mil e vinte e oito.


