O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, enfrenta críticas após um terremoto de magnitude 7,4 atingir o país três dias após sua posse. O evento causou a morte de quase trezentas pessoas, e a gestão da crise tem gerado tropeços na imagem do governo.
Um dos episódios que chamou atenção foi uma visita de Espriella a Buenaventura, cidade afetada pelo tremor. Durante o passeio, o presidente parou em uma rua e jogou bolas de futebol para crianças atingidas. A imagem foi registrada por um ativista local e circulou nas redes sociais.
Simultaneamente, o ministro da Habitação, Jamie Beltrán, foi alvo de críticas por ter viajado de férias enquanto a população buscava desaparecidos. Relatos apontam que noventa por cento das moradias no país não possuem seguro contra terremotos, e 134.342 imóveis ficaram danificados.
Senadores do partido Centro Democrático sugeriram a renúncia de Beltrán. Um deles afirmou que o ministro estava submetendo o governo a pressão desnecessária. O deputado Alejandro Toro, do Pacto Histórico, anunciou que apresentaria uma moção de censura contra o ministro.
Outras dificuldades surgiram na resposta ao desastre. Rodrigo Lara, responsável pela pasta do Interior, solicitou doações de dados móveis de operadoras. Além disso, o governo autorizou equipes estrangeiras de busca e resgate de apenas quatro países, decisão tomada após a janela crítica de 72 horas do terremoto.


