A Consejería de Educación da Comunidade de Madri decidiu não renovar os contratos de cerca de 30 professores especializados em salas para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A medida, comunicada no início de agosto, afeta diversas unidades escolares da região e provoca reações negativas de pais e responsáveis.
No colégio Joaquín Blume, localizado em Torrejón de Ardoz, a decisão impactou a rotina de famílias que dependem do suporte especializado. Uma mãe de 39 anos relatou ter recebido a notícia durante as férias escolares, manifestando preocupação com a substituição da profissional por docentes interinos.
Segundo a mãe, a substituição por profissionais sem a devida especialização pode comprometer o aprendizado dos estudantes. Ela afirmou que as crianças com autismo necessitam de estabilidade, continuidade e antecipação, fatores que estariam sendo ignorados pelo governo regional.
A situação se repete em aproximadamente 30 escolas de toda a região, conforme dados da própria Consejería de Educación. A medida ocorre em um momento de transição escolar, o que amplia a insegurança dos responsáveis sobre a qualidade do atendimento técnico nas salas TEA.
Para as famílias afetadas, a falta de renovação dos contratos prejudica diretamente o desenvolvimento dos filhos. A crítica central recai sobre a gestão da educação da Comunidade de Madri por não priorizar a manutenção de quadros técnicos qualificados para lidar com a condição dos alunos.

