O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, anunciou nesta segunda-feira (31) que o Orçamento de 2027 incluirá um anexo com os custos das políticas de crédito subsidiado. A medida ocorre diante de questionamentos do mercado financeiro sobre o uso crescente desses recursos públicos na economia.
Durante evento do banco BTG, Moretti defendeu que as medidas parafiscais, que utilizam recursos do orçamento público, não geram impulso forte na demanda e não contradizem a política monetária do Banco Central. A tese, no entanto, não convenceu a maioria dos analistas do mercado até o momento.
Dados da consultoria BRCG indicam que as despesas financeiras, que englobam esses programas de crédito, somaram R$ 149 bilhões no primeiro semestre deste ano. O volume é equivalente a quase todo o montante registrado no ano passado.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, acompanhou Moretti em pronunciamentos feitos na Faria Lima, em São Paulo. Ambos afirmaram que o governo pretende reforçar o lado fiscal no próximo mandato, com a implementação de superávits primários crescentes e maior contenção nas despesas obrigatórias.
Os ministros evitaram detalhar as formas de execução desse ajuste fiscal para não gerar riscos ao período eleitoral. A mesma linha foi adotada pelo senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, que prometeu reforçar o fiscal e afirmou que o ajuste principal seria a retirada do PT do poder.


