O Governo do Estado do Rio de Janeiro exonerou, nesta sexta-feira (14/08), a superintendente do Programa Empoderadas e mais treze servidores. A medida foi publicada no Diário Oficial após uma auditoria da Secretaria de Estado da Casa Civil apontar irregularidades no contrato do programa referente ao ano de 2025.
Os problemas identificados representam um prejuízo de R$ 4,5 milhões aos cofres públicos, segundo o governo estadual. O Empoderadas, voltado ao combate à violência contra a mulher, está suspenso pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) desde o fim de julho.
A auditoria detalhou o pagamento de R$ 2,92 milhões em remunerações adicionais a quarenta e nove servidores da Uerj e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. O relatório indicou que esses funcionários já recebiam salário pela estrutura estadual para exercer suas funções. Além disso, foram identificados R$ 1,53 milhão em despesas de seis estruturas administrativas da Uerj sem relação com as atividades do programa.
O cruzamento de dados entre cento e treze beneficiários e as folhas de pagamento da Uerj revelou que cinquenta e nove deles, ou 52,2%, já eram servidores ativos da universidade nos meses em que receberam os pagamentos questionados. Outras falhas apontadas incluíram ausência de vinculação nominal entre colaboradores e polos de atendimento e divergência na quantidade de unidades, com o relatório do terceiro trimestre citando 63 polos e o site oficial informando 58.


