O Governo do Estado do Rio de Janeiro apresentou, nesta sexta-feira (28), o plano de segurança para o Rock in Rio 2026, que começa na próxima sexta-feira (4). A operação contará com 7.680 agentes públicos na Cidade do Rock, no Parque Olímpico, incluindo monitoramento do espaço aéreo para controle de drones.
O contingente é composto por 4.500 policiais militares, 1.740 policiais civis, 600 bombeiros, 700 agentes da Lei Seca e 140 do programa Segurança Presente. A Polícia Civil disponibilizará equipes especializadas em crimes raciais, intolerância religiosa e violência de gênero, além de reforço em delegacias da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Zona Sul.
O Corpo de Bombeiros utilizará 90 viaturas, incluindo um veículo especializado em ocorrências com múltiplas vítimas. No dia 1º de setembro, a corporação realizará um simulado de resgate em altura em uma das gôndolas da roda-gigante. O coronel Tarcísio Salles afirmou que a Defesa Civil e os bombeiros estão prontos para qualquer intervenção.
A Operação Lei Seca instalará 10 pontos de fiscalização na Região Metropolitana, com 588 agentes apoiados por motocicletas e drones. Serão utilizados equipamentos que identificam álcool no ar expirado sem contato direto. Agentes do Detran-RJ atuarão dentro do evento para orientar o público.
A Prefeitura do Rio implementará bloqueios nas vias próximas ao Parque Olímpico diariamente, entre 14h e 3h, com leitura automática de placas. O acesso será restrito a veículos credenciados e moradores cadastrados. O trânsito local será liberado entre 5h e 14h.
A organização estima receber 100 mil pessoas por dia. Segundo Gustavo Mostof, diretor de Relações Institucionais da Rock World, 49% do público virá de fora do estado e 66% dos visitantes não residem na capital. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) projeta que o evento movimentará R$ 3,3 bilhões na cidade, com a geração de 33,9 mil empregos.

